10 dicas para proteger o seu filho dos riscos na rede

Postado em 17/09/2018

10 dicas para proteger o seu filho dos riscos na rede

10 dicas para proteger o seu filho dos riscos na rede

Ali na tranquilidade de casa, não parece que seu filho corre perigo ao acessar a internet, não é mesmo? Afinal, ninguém vai sair de dentro do computador para fazer mal a ele. Pensando assim, é difícil mesmo imaginar como a internet é capaz de invadir a sua casa e prejudicar as crianças.

Agora, pense. Você deixaria seu filho sair sozinho, conversar com estranhos, entrar e sair de lojas, etc.? Assim como as ruas, a internet é uma grande praça pública com cerca de 2 bilhões de pessoas passeando por ela. Essa analogia, feita pelo diretor de prevenção Rodrigo Nejm, da SaferNet Brasil, deixa os riscos mais claros. E assim como ninguém vive sem sair nas ruas, a internet também deve fazer parte da vida do seu filho, mas é preciso cuidado.

Se por um lado crianças e jovens aprendem com muita rapidez a surfar nas inovações tecnológicas, deixando os pais e educadores muitas vezes assustados, sabemos que a ética, cidadania, responsabilidade, consciência e segurança são temas que os adultos devem ensinar às crianças também no ambiente digital.

Você não precisa ser expert em tecnologia para proteger o seu filho dos perigos na rede. Mas é fundamental orientar a criança e sempre ficar de olho no que o seu filho está fazendo no computador.

Veja algumas dicas para garantir que seu filho navegue na internet com segurança:

1. A internet é uma janela de oportunidades e você não pode proibir seu filho de usá-la. No mundo virtual, ele pode fazer amigos, estudar, conversar com colegas da escola e parentes que estão longe, conhecer mais sobre seus desenhos e personagens favoritos, além de ouvir músicas e assistir a vídeos.

2. Converse, sempre. Diga ao seu filho para avisá-lo caso perceba algo estranho em sites ou comunidades que visita. Não tenha vergonha de perguntar quais são os endereços por onde ele navega;

3. Espionar ou gravar tudo o que seus filhos fazem não é uma boa saída. Programas de filtro de conteúdo podem ajudar, mas o diálogo aberto sobre como, quando e com quem usar a internet continua sendo responsabilidade dos pais. Lembre-se: os programas podem funcionar bem em casa, mas as crianças também acessam a internet em lan houses, nas escolas ou em casas de amigos;

4. Assim como diz para seus filhos não conversarem com estranhos na rua, a mesma orientação vale para a rede. Diga a eles para não falar nem aceitar algo (como fotos ou vídeos) de quem não conhecem;

5. Explique a seus filhos que nem tudo o que é dito em comunidades é verdade. Protegido por um avatar, qualquer um pode mentir a idade ou intenção;

6. Também vale orientar as crianças a não exibir nome completo, endereço, telefone, nome da escola ou dos parentes em comunidades virtuais - e nem passar esses dados em chats. Outra coisa importante: diga que a criança não deve usar o nome verdadeiro em jogos, chats, e-mails ou sites de relacionamento;

7. Coloque-se sempre à disposição para que seus filhos peçam ajuda quando se sentirem ameaçados ou receberem conteúdos impróprios online;

8. Os pais devem estar ao lado no momento em que as crianças estão brincando e, o mais importante, devem se familiarizar com esse mundo virtual. Se você não sabe usar o computador nem navegar na internet, aproveite para aprender junto com seus filhos. Você vai ver como é importante - e como é mais fácil - entender o que as crianças fazem, com quem conversam e o que divulgam na internet;

9. Estabeleça horários para seu filho navegar. Em algumas comunidades há como fixar o número de horas e o período em que a criança estará online. E não adianta só tirá-la da frente do computador: ofereça outras atividades, como passear no parque, cozinhar junto com ele ou chamar os amigos para brincar em casa;

10. Sempre que testemunhar algo que viole os Direitos Humanos ou ameace seus filhos denuncie e procure as autoridades.

 

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